sexta-feira, 23 de outubro de 2009

B-1 Lancer o bombardeiro pesado supersonico

Em dezembro de 1957, a USAF começou a desenvolver um novo bombardeiro pesado para substituir o venerável B-52, concedendo à North American Aviation Inc. um contrato para projetar e construir dois protótipos XB-70. Mas quatro anos antes da entrega do primeiro protótipo, o XB-70 já estava condenado. Quando o Lockheed U-2B de Francis Gary Powers foi derrubado pelos primeiros mísseis terra-ar soviéticos AS-2 Guideline, ficou claro que os dias dos bombardeiros que voavam a grande altitude estavam contados.

Reconhecendo a necessidade urgente de desenvolver um avião capaz de penetrar as defesas soviéticas, a USAF deu início a uma série de estudos que, finalmente, levaram ao Rockwell B-1 A, em 5 de junho de 1970. Foram encomendados 7 aviões: 5 para testes de vôo e 2 para testes estáticos e de fadiga de materiais. Logo ficou claro que o B-1 A era na época a prioridade número um da USAF no que se referia à alocação de verbas de orçamento: "Nada será obstáculo ao B-1", declarou um político. Suas palavras eram dirigidas a críticos que, embora não duvidassem do poderio do avião, mostravam-se receosos quanto à informações de que o B-1 seria o aparelho mais caro da história da aviação. Acabou não sendo: esse título cabe ao B-2 Spirit (por volta de 2 bilhões de dólares). Em dezembro de 1971 ficou pronto um modelo do B-1 A em tamanho natural. Neste já se apresentavam algumas das características notáveis do avião: um sistema de ejeção baseado numa cápsula, asas de geometria variável e um elaborado radar de mapeamento. O primeiro B-1 A (n° 74-158) saiu da fábrica 42 da Rockwell emPalmdale, Califórnia em 26 de outubro de 1974. Era todo pintado de branco; um longo tubo de Pitot listrado de branco e vermelho projetava-se do nariz. O vôo inaugural ocorreu em 23 de dezembro de 1971, sob o comando de Charles Bock. O Strategic Air Command passou à fase de planejar a compra de 240 exemplares do avião, que se tornariam operacionais em 1982.

Estruturalmente mais avançado, o B-1 B emprega uma configuração asas/fuselagemdesenvolvida originalmente para um projeto da Rockwell derrotado na disputa que levou à produção do McDonnell Douglas F-15 Eagle, as entradas de ar tornaram-se fixas, ao invés das variáveis no projeto inicial. Ao contrário das instalações apertadas do B-52, o B-1 B tem beliches para descanso da tripulação em missões intercontinentais e até um toilette. O B-1 usa, até um certo ponto, as tecnologias stealth: sua RCS é equivalente a 1% da RCS do B-52.O primeiro B-1 B de série (82-0001) saiu da fábrica da Rockwell no dia 4 de setembro de 1984. Passaram 14 anos até o B-1 B ser testado em combate real, no final de 1998 com seu "batismo de fogo" durante a operação Raposa do Deserto.

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